O processo de lidar com a perda é complexa.

O processo de lidar com a perda é complexo e multifacetado, e várias teorias procuram compreender e explicar as experiências emocionais e psicológicas associadas ao luto. Enquanto algumas abordagens concebem o luto como uma jornada linear através de estágios definidos, outras o representam como um ciclo contínuo, onde as fases se repetem, proporcionando uma visão mais dinâmica e fluida.

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Um modelo notável que encapsula essa perspectiva cíclica é o “Processo Duplo de Luto”, proposto por Stroebe e Schut em 1999. Neste modelo, o luto é visualizado como um movimento oscilante entre duas orientações distintas, oferecendo uma visão única sobre como os indivíduos enlutados enfrentam a dor da perda.

O Modelo de Processo Duplo de Luto

O modelo de Processo Duplo de Luto reconhece a complexidade da experiência de perda, destacando dois processos principais pelos quais os enlutados navegam. Esses processos não são estágios fixos, mas sim orientações dinâmicas que coexistem e interagem ao longo do tempo.

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1. Orientação para a Perda: Reconhecendo a Dor como Parte do Processo de Cura

A primeira orientação, conhecida como “Orientação para a Perda”, concentra-se na aceitação e reconhecimento da perda. Neste estágio, o indivíduo enlutado se permite vivenciar todas as emoções associadas à perda, enfrentando a dor de frente.

Esse processo é crucial para a cura emocional, proporcionando um espaço para a expressão genuína de sentimentos, como tristeza, raiva e desespero.

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Durante a Orientação para a Perda, os enlutados confrontam a realidade da ausência do ente querido. É um momento de profunda introspecção, onde a dor é encarada como parte integrante do caminho para a cura. A expressão emocional autêntica é incentivada, permitindo que as emoções fluam naturalmente.

2. Orientação para Restauração: Lidando com Questões Práticas e Reconstruindo a Vida

A segunda orientação, denominada “Orientação para Restauração”, representa uma transição para uma abordagem mais pragmática.

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Nesta fase, o foco muda das emoções intensas para questões práticas relacionadas à vida diária. Os enlutados começam a enfrentar os desafios do cotidiano causados pela perda, como a reorganização do estilo de vida e a adaptação a uma nova realidade.

Durante a Orientação para Restauração, os indivíduos se afastam temporariamente da intensidade emocional para lidar com tarefas e decisões práticas. Isso inclui aspectos como finanças, planejamento futuro e ajustes nas responsabilidades diárias. Embora essa orientação possa parecer distante da dor inicial, é uma parte essencial do processo de luto, permitindo que os enlutados avancem gradualmente para uma nova fase da vida.

A Dança Interconectada entre as Orientações

O que torna o modelo de Processo Duplo de Luto tão intrigante é a interconexão fluida entre as duas orientações. Os enlutados não progridem linearmente de um estágio para o próximo, mas sim circulam entre essas orientações de maneira dinâmica. Essa oscilação contínua reflete a natureza cíclica do luto, onde as fases não são estáticas, mas sim parte de um processo em constante evolução.

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Durante a jornada pelo Ciclo do Luto, os enlutados podem encontrar-se retornando à Orientação para a Perda, mesmo após terem transitado para a Orientação para Restauração.

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Isso ocorre à medida que novas situações, eventos ou datas significativas reacendem as emoções relacionadas à perda. Essa alternância contínua destaca a complexidade do processo de luto e a necessidade de abraçar a fluidez das experiências emocionais.

Persistência de Melhorias: Além do Término da Terapia

Uma característica notável do modelo de Processo Duplo de Luto é a persistência das melhorias ao longo do tempo. Diferentemente de algumas terapias baseadas em evidências, onde os benefícios podem diminuir após o término do tratamento, a abordagem cíclica da terapia psicanalítica permite que os enlutados retenham os ganhos alcançados.

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Após o término da terapia, os indivíduos muitas vezes continuam a avançar no processo de luto, incorporando as lições aprendidas e as habilidades desenvolvidas.

A capacidade de transitar entre as orientações de maneira flexível torna-se uma ferramenta valiosa para enfrentar desafios em curso e situações desencadeadoras.


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