O papel da amígdala nas emoções humanas

A amígdala desempenha um papel fundamental no processamento das emoções, com ênfase especial no sentimento do medo. Embora as emoções não sejam eventos concretos, elas representam um mecanismo que o nosso cérebro utiliza para manter-nos em estado de alerta e cientes do nosso entorno. Por exemplo, o medo e a ansiedade são mecanismos que têm o propósito de nos advertir acerca de possíveis ameaças.

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Dado que as nossas emoções funcionam como um sistema de alerta em relação a possíveis perigos, elas exercem influência direta sobre o nosso comportamento. Quando as emoções atuam como sinalizadores de potenciais riscos, elas nos capacitam a tomar ações de autopreservação. No entanto, é importante notar que as nossas emoções nem sempre fornecem informações precisas acerca de ameaças reais, podendo ocasionalmente gerar ansiedade e estresse mesmo quando não estamos efetivamente em perigo.

A amígdala é uma “pequena estrutura de forma amendoada” que desempenha um papel crucial no domínio das emoções, notadamente o medo, a raiva, o prazer e a ansiedade.

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Embora as respostas provenientes da amígdala possam servir como alertas quando estamos em situações de risco ou necessitamos tomar medidas para gerir o stress, é importante destacar que a amígdala pode também tornar-se excessivamente ativa em sobreviventes de traumas, o que contribui para o desenvolvimento de sintomas associados à perturbação de stress pós-traumático. Além disso, a pesquisa aponta que a amígdala desempenha um papel significativo nas condições relacionadas ao humor, incluindo a depressão major.

As respostas emocionais, tais como o medo, desencadeiam respostas comportamentais.

Quais sentimentos a amígdala regula?

A amígdala desempenha um papel essencial na regulação de uma variedade de sentimentos, incluindo ansiedade, agressão, respostas ao estresse, memórias relacionadas a emoções e cognição social. Ela desempenha um papel fundamental na ativação da resposta de “luta ou fuga”, influenciando como reagimos a situações potencialmente perigosas.

Embora essa regulação seja fundamental para a nossa segurança, em alguns casos, a amígdala pode tornar-se hiperativa, resultando em respostas exageradas. Indivíduos com uma amígdala hiperativa podem experimentar essas respostas emocionais mesmo quando não estão enfrentando perigos reais, o que pode ser uma fonte de estresse e exaustão.

Devido à sua conexão tanto com as memórias emocionais quanto com as emoções atuais, a amígdala também desempenha um papel significativo na formação de memórias “flash”, que são memórias intensas e detalhadas de eventos ou momentos passados que foram emocionalmente impactantes.

O que pode causar danos à amígdala?

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Apesar da proteção proporcionada pelo crânio, a amígdala não está isenta de danos, que podem ocorrer tanto de fontes internas quanto externas. A amígdala pode ser afetada por eventos como acidentes vasculares cerebrais, infecções como o vírus Herpes Simplex, doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e tumores cerebrais. Além disso, traumas na cabeça, como concussões e lesões cerebrais traumáticas, também podem causar danos à amígdala.



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