O que é auto-aversão?

A autocrítica extrema de si mesmo, também conhecida como autoaversão ou auto-ódio, pode ser uma experiência debilitante. Sentir-se constantemente inadequado e indigno pode parecer que há alguém dentro de você sempre apontando falhas e envergonhando cada erro cometido.

Pensamentos típicos de autoaversão podem incluir:

  1. “Eu sabia que iria falhar.”
  2. “Por que ainda tento?”
  3. “Sou um fracasso.”
  4. “Ninguém quer ficar perto de mim.”
  5. “Olhe para mim estragando tudo de novo.”
  6. “Por que não posso ser normal?”
  7. “Eu me odeio.”

Esses sentimentos negativos podem ser influenciados por diversos fatores que se acumulam ao longo do tempo, como traumas passados, perfeccionismo, expectativas irrealistas, comparações sociais e comportamentos aprendidos.

Traumas A autoaversão pode ser desenvolvida em resposta a experiências traumáticas e emocionalmente desafiadoras do passado. Vítimas de abuso, negligência sexual, física ou emocional, podem passar a ver o mundo como inseguro e as pessoas ao seu redor como perigosas. Nesse processo, criam uma narrativa que os leva a acreditar que não merecem amor e valor.

Alguns podem ter ouvido diretamente tais palavras odiosas de um pai ou figura significativa em suas vidas, fazendo com que esses pensamentos se tornem uma parte familiar e dolorosa do diálogo interno.

Procurando ajuda

Se o trauma está relacionado à sua autoaversão, é altamente recomendado buscar ajuda profissional. Terapia com um profissional capacitado, um ministro ou conselheiro espiritual pode ajudar a compreender a raiz desse sentimento e a desenvolver a autocompaixão necessária para enfrentá-lo e superá-lo.

Frequentemente, temos a tendência de desenvolver falsas expectativas em relação a nós mesmos.

É normal desejar pertencer, ser aceito e ter bom desempenho em nossas tarefas. No entanto, às vezes nossas expectativas são tão elevadas que se tornam inatingíveis para qualquer ser humano. Essas expectativas irreais podem nos levar a ficar aquém e a sentir que falhamos.

Em momentos como esses, nosso crítico interno emerge, envergonhando-nos e lembrando-nos de nossas supostas falhas. Mesmo quando nosso lado racional reconhece que essas expectativas são inalcançáveis, nosso crítico interno persiste em nos atormentar com declarações de autoaversão.

Além disso, em nossa busca por aceitação e conexão com os outros, muitas vezes tentamos agradá-los a qualquer custo. Ao longo do tempo, aprendemos que atender às expectativas dos outros nos traz recompensas sociais e nos faz sentir bem conosco mesmos quando somos aprovados por eles. Essa necessidade de agradar pode nos levar a negligenciar nossas próprias necessidades e desejos genuínos, levando a um ciclo prejudicial de auto-aversão.

A prática de autocompaixão

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É importante reconhecer e desafiar essas falsas expectativas e padrões de pensamento negativos que impactam nossa autoestima e bem-estar emocional. A prática de autocompaixão, respeito pelas nossas limitações humanas e valorização de nossos esforços genuínos pode ser uma maneira de cultivar uma perspectiva mais saudável e positiva em relação a nós mesmos. Isso nos permitirá libertar-nos da armadilha da auto-ódio e buscar uma jornada de crescimento pessoal e autenticidade.
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