O viés negativo é a nossa tendência não só de registrar estímulos negativos com mais facilidade mas também de lidar de forma negativa com esses eventos. Essa negatividade, também conhecida como assimetria positivo-negativa, significa que sentimos mais a ferroada de uma repreensão do que a alegria de um elogio.

Esse fenômeno psicológico explica por que pode ser tão difícil superar as primeiras impressões ruins e por que os traumas do passado podem ter efeitos tão duradouros. Em quase todas as interações, é provável que percebamos coisas negativas e nos lembremos delas com mais clareza.

Como humanos, tendemos a:

  • Lembrar-nos mais das experiências traumáticas do que das positivas.
  • Lembrar-nos mais dos insultos do que dos elogios.
  • Reagir com mais força a estímulos negativos.
  • Pensar em coisas negativas com mais frequência do que em coisas positivas.
  • Reagir com mais força a eventos negativos do que a eventos positivos.


Você pode estar tendo um ótimo dia de trabalho até o momento em que seu colega de trabalho faz um comentário descuidado que o irrita. A partir disso, você se pega pensando nas palavras dele pelo resto do dia de trabalho.

Quando você chega em casa do trabalho e alguém pergunta como foi seu dia, você diz que foi péssimo — embora no geral tenha sido muito bom, apesar desse evento negativo.

Esse viés negativo, portanto, faz com que você preste muito mais atenção nas coisas ruins que acontecem, fazendo com que pareçam muito mais importantes do que realmente são.

Freud nos ensina que, assim como um empresário prudente não seria tolo ao empregar todo o seu capital em apenas um tipo de negócio, a própria sabedoria popular nos adverte para não agrupar nossas expectativas de felicidade e contentamento em uma única aspiração.Podemos conversar sobre sua negatividade

Embora se assegure que “não existe uma regra de ouro que se aplique a todos”, alguns caminhos nos levam à felicidade. Vamos valorizar o amor, cuidar da família, estar ocupados com alegria, apreciar (com moderação!) “drogas leves”, cultivar amizades sinceras e, para não nos sentirmos separados, resignar-nos a um inescrutável propósito maior quando tudo mais falhar, inclusive, indico que você leia também meu último post, clicando aqui.

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